Bolinhas aleatórias #2
A dose semanal de caos para quem sobrevive no modo avião.
Textos curtos, confusos ou brilhantes — depende da semana.
Você já teve a sensação de estar presente mas de alguma forma desconectada, ou deslocada?
Só com o essencial ligado, emocional no offline, sem notificações no celular, sem energia social, sem paciência e sem prioridade nas tarefas diárias.
Essa dose semanal de caos é um convite ao desequilíbrio necessário, ao pular sem medo, a sair do modo avião e sentir algo novo e diferente.
Sabe quando você sente a necessidade de reorganizar o armário, abrir as caixas de bugigangas e tudo o que juntamos ao longo do tempo?
Outro dia, eu estava pensando sobre isso e resolvi abrir minhas antigas memórias sabe, aquelas gravadas em pen drives, HDs antigos e diversas nuvens espalhadas por aí.
A sensação foi como visitar uma parte de uma versão diferente do que sou hoje. Músicas salvas que me lembro de ter baixado no LimeWire, as capas dos discos, para que, quando elas tocassem, aparecesse o álbum e não um ícone aleatório de música baixada.
Memórias de uma eu adolescente, descobrindo novos gostos musicais, novas tecnologias. Não existia streaming de música, e os CDs eram caros.
Um tempo em que quem tinha mais de 32 gigas de memória era rei, e em que o meu bem mais precioso era um pen drive de 64 gigas...... RO U BAD O.
Engraçado que, nesse domingo, minha vizinha de baixo resolveu colocar música para tocar, e ouvi quase todas as músicas do Armandinho — um artista de quem eu gostava muito quando era adolescente — e a nostalgia bateu um pouco.
Nesse dia, eu não liguei nada. Peguei meu bordado para terminar e fiquei grudada na janela, ouvindo todo o disco junto com ela.
E foi uma sensação gostosa. Eu nunca tinha escutado música assim, quase como em segredo.
Me peguei escrevendo essas palavras em uma manhã tranquila, antes da minha primeira dose de cafeína do dia, com uma caneta azul chiclete, em um bloco de notas, revivendo memórias.
(É claro que tive que digitar tudo para colocar aqui, mas foi gostoso escrever à mão.)
Pra você que lembrou de alguém:



